Rrrrrroll up the rim

E por falar em café, a maior rede de lojas de café do Canadá, o Tim Hortons, está realizando novamente - até o dia primeiro de maio - seu concurso anual Roll Up the Rim. Já virou tradição por aqui. Todo fim de inverno são as mesmas propagandas com o 'r' exagerado no início da frase. "Rrrrrroll up the rim to win," diz o locutor (deveriam chamar o Galvão Bueno para falar tantos erres assim, no melhor estilo "Rrrrrronaldinho!"). Quanto à promoção, é o seguinte: os copos descartáveis trazem uma mensagem escondida na sua borda, e a pessoa tem que desenrolar essa borda para saber se ganhou um prêmio ou não. Quem comprar o café nas lojas pode ganhar desde um doughnut (ou a popular rosquinha na tradução da guloseima favorita de Homer Simpson) até computadores ou um carro.

Com certeza a promoção ajuda a aumentar o número de copos descartáveis jogados no lixo - ou nas ruas - já que muita gente que não compraria café nas lojas da rede passam a fazê-lo apenas para ter a chance de ganhar um prêmio. Ou quem comprava um café passa a comprar dois. Afinal, se fosse pra jogar na loteria - apesar da possibilidade de um prêmio maior - a pessoa ficaria apenas com um pedaço de papel se não ganhasse nada. No caso desta promoção, mesmo sem ganhar pelo menos ela bebe o café que vem dentro do copo.

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Que tal ganhar um Mac?

Voltando ao assunto de Macs, entrei em um concurso no site da agência Crestock (ver o post sobre venda de fotos e imagens online) que pode render um Mac Pro com um monitor de 30 polegadas da Apple, um premiozão pra qualquer pessoa que gosta de mexer com imagens e video em computador. O concurso funciona assim: você pega algumas imagens que eles dão pra semana, cria uma nova imagem em Photoshop com base no tema daquela semana e nos arquivos originais que receber deles e manda pro concurso. Cada semana tem um prêmio novo, com o melhor prêmio sendo esse que mencionei aí em cima. O concurso vale pro mundo todo e qualquer um pode entrar, desde que tenha 18 anos de idade. E aí, quer tentar? Visite o site do Crestock pra saber mais detalhes.

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A invasão

O dólar canadense anda bem forte, valendo mais que o dólar americano. Bem, na verdade o dólar americano é que anda fraco, se desvalorizando diante de tudo, se bobear até diante dos guaranis paraguaios. Os economistas daqui não esperavam uma valorização tão rápida, e não sabem se o fenômeno vai continuar, se agravar ou sofrer uma inversão nos próximos meses. Alguns empresários temem que um dólar canadense muito forte prejudique a economia, que depende das exportações para os EUA, os maiores clientes de produtos canadenses.

Mas enquanto isso, no dia-a-dia o que essa inversão do câmbio tem provocado é uma verdadeira corrida de canadenses aos Estados Unidos. O movimento é grande todos os dias, acentuando-se nos fins de semana. Pequenas e médias cidades americanas perto da fronteira lidam com a invasão como podem, mas é freqüente ver os estoques nas prateleiras das lojas simplesmente acabando no meio da tarde, tamanha a sede com que os compradores canadenses vão ao pote. Roupas, livros, eletrônicos, nada escapa aos olhares atentos dos consumidores loucos atrás de uma pechincha.

Mas será que a economia vale a pena? Por conta do excesso de pessoas cruzando a fronteira, as autoridades canadenses não dão conta do movimento, e os viajantes estão enfrentando longas filas na volta para o Canadá, onde têm que declarar tudo o que compraram e pagar os impostos devidos. Ou seja, você viajaria duas ou três horas, passaria mais quatro na alfândega, para comprar umas camisas e calças e economizar uns $40 no fim do dia?

Claro que a diferença vale mais a pena quando os produtos são mais caros, como carros e eletrônicos de grande porte (uma TV de alta definição, por exemplo). Mas você pode enfrentar mais dor de cabeça se precisar de algum conserto ou garantia que nem sempre são aceitos no Canadá para produtos comprados nos EUA. E, no caso dos carros, algumas montadoras chegaram inclusive a proibir a venda para canadenses, a fim de proteger os interesses das revendedoras ao norte da fronteira.

Uma verdadeira maluquice. Pessoalmente acho que se não estou precisando de alguma coisa, não tem economia de $300 que me faça gastar $1500. Lembrei do meu tio, que sempre falava quando minha tia queria aproveitar uma promoção "incrível": "Ela não poupa gastos pra fazer uma economia."

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