Apostador compulsivo

O Centro para Saúde Mental e Toxicomania (CAMH, em inglês Centre for Addiction and Mental Health) está realizando esta semana uma campanha de conscientização sobre os problemas com jogos de azar. Segundo a organização, mais de 63% dos habitantes da província de Ontario confessaram ter apostado pelo menos uma vez em algum tipo de jogo durante o ano anterior a uma pesquisa realizada em 2005. Não fui entrevistado, mas também teria dito que comprei alguns bilhetes de loteria naquele período. Claro que isso não me classifica como apostador compulsivo. Na verdade, a maioria das pessoas consegue entender os seus limites e suas chances diante de uma loteria ou um cassino, e prefere apostar pequenas quantias, apenas por diversão. Mas quando essa diversão vira um vício descontrolado, a pessoa normalmente precisa procurar ajuda. Caso contrário, pode perder não apenas um monte de dinheiro, como também amigos e familiares. Se você ou alguém que você conhece tem um problema relacionado ao jogo, visite o site do CAMH.

Ainda sobre esse assunto, um estudo nos EUA mostra que aos cinco anos de idade já é possível ter uma idéia se uma criança tem o potencial para desenvolver problemas relacionados ao jogo compulsivo. Parece que a questão está diretamente relacionada à habilidade da criança em controlar seus impulsos, algo que também acontece com as pessoas mais velhas com problemas para controlar o dinheiro que gastam em apostas.

Marcadores: , ,

Se no futebol o time vai mal...

No futebol o Canadá não foi muito bem na Copa do Mundo Sub-20. Mas o país apareceu perto do topo em outro ranking divulgado hoje. Não se trata bem de um esporte, e nem é muito honroso estar perto da liderança nesta classificação.

Um estudo das Nações Unidas mostra que os canadenses consomem maconha cerca de quatro vezes acima da média mundial. Tudo bem que o pessoal aqui tem um poder aquisitivo muito maior do que quatro vezes a média mundial, mas talvez eles estivessem investindo em outra coisa, sei lá. Mesmo porque os líderes do ranking não são países de poder aquisitivo muito alto.

Segundo os dados do estudo, 16,8% dos canadenses entre 15 e 64 anos fumaram ou usaram outros produtos derivados da canabis. Isso confere ao país o quinto lugar no ranking mundial, cuja média de consumo fica perto dos 4%.

Pra não ficar pra trás, o país também aparece com destaque no estudo em relação ao consumo de cocaína, perdendo só pra Inglaterra e Espanha. Nem tudo são flores no país da Maple Leaf.

Marcadores: , , , , ,

São Paulo do norte?

Um adendo à última nota sobre o crescimento populacional, e também em resposta ao que a Dani e o Rafa bem lembraram. Como a maior parte dos imigrantes está vindo para a região metropolitana de Toronto, esta cidade corre sério risco de se transformar em uma "São Paulo do Norte" nas próximas décadas.

O crescimento é evidente no dia-a-dia, com os subúrbios da cidade crescendo em velocidade vertiginosa e a infra-estrutura não dando conta de acompanhar esse ritmo. Estradas mais lotadas, hospitais mais cheios, novas escolas tendo que ser construídas. Tudo ótimo no que se refere a movimentar a economia, mas se o crescimento for desordenado a economia simplesmente não consegue acompanhar essa velocidade e o resultado é uma piora geral na qualidade de vida local.

Minha nota original tinha o tom positivo no que se refere a um crescimento do número de imigrantes compondo a população canadense como um todo. Infelizmente uma situação de crescimento dessa magnitude seria mais benéfica se os imigrantes fossem se espalhar pelo país inteiro. Como se concentram em umas poucas regiões metropolitanas, com Toronto acolhendo quase metade de todos os novos moradores, o crescimento acaba trazendo mais problemas que benefícios.

Espero que algo seja feito para incentivar o estabelecimento dos recém-chegados em outras regiões do país. Nada obrigatório, óbvio, mas facilidades para empresas e pessoas que podem passar a considerar outros destinos como viáveis ao invés de permanecer por aqui na "Big Smoke". Dependendo vou pra outro canto também. Pra quem já atravessou meio mundo, outra mudança a gente tira de letra.

Marcadores: , , , ,