Fugindo da muvuca

É sempre assim. Fim de ano, época de Natal, e toda a população do Norte gelado deixa seus iglus para se aventurar nos templos de consumo dos shopping centers (ou malls, como são conhecidos por aqui). Já no estacionamento é difícil garimpar uma vaga onde deixar seu carro (de metrô ou ônibus vive-se o sentimento de compartilhar o espírito natalino de perto - muito perto - com as centenas de outras pessoas que tiveram a mesma idéia).

Não gosto muito do aspecto comercial do Natal de dar e receber presentes. Mais vale uma congregação em família, com os amigos ou ajudando desconhecidos do que simplesmente a preocupação com listas intermináveis de presentes e pessoas com a ingrata obrigação de não esquecer ninguém. Lá em casa só as crianças costumam ganhar presentes, porque também não quero ficar conhecido como o Grinch ou Scrooge - que odiavam Natal e queriam estragar o dos outros também. Até gosto do Natal, só não deste consumismo todo.

Mas não é porque é Natal que a sua casa não precisa de uma lâmpada nova, a pia não precisa de um remendo ou a cozinha de uma lata de lixo zero-bala. Coisas normais da manutenção de uma casa continuam acontecendo durante o mês de dezembro da mesma forma que aconteciam nos outros meses do ano. Seu filho também perde luva e gorrinho de frio, ou sua bota abre um furo no meio de uma nevasca. Então lá vai você para as lojas, atrás desses itens normais do dia-a-dia. Mas o que seria uma comprinha rápida, de meia hora, leva uma eternidade. Entre tapas, empurrões, filas e multidões de darem inveja ao Maracanã em dia de Fla-Flu, você finalmente acha tudo que precisava, paga e volta pra casa, prometendo só sair de casa de novo em janeiro.

Se precisar comprar mais alguma coisa este mês vou ao supermercado de madrugada. Ou domingo bem cedinho vou ao Walmart praquelas coisas que não achar no supermercado.

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1 Comments:

At 5:06 PM, Blogger Carol, Ênio e Leila said...

Olá,
dei uma passadinha e reparei que adoro o seu blog, mas raramente comento. Vê se volta a escrever com mais freqüência. rs

Um abraço,
Carol

 

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