Cobertura esportiva maluca

Quem chegasse ao Canadá hoje e ligasse a TV em um canal esportivo ia achar que os canadenses são todos malucos. Eles podem até ser malucos. Por hóquei. Hoje foi o último dia permitido pela Liga Norte-Americana de Hóquei no Gelo, a NHL, para times trocarem jogadores. Ao contrário do nosso futebol, que vive mais da compra e venda de jogadores, os times da NHL (assim como as outras ligas profissionais norte-americanas) tem mais costume em trocar jogadores. Ou seja, você quer o Ronaldinho do gelo, vai ter que me dar o Zidane. Parece troca de figurinha. E todo ano acontece a mesma coisa no último dia pra trocas: é jogador sendo mandado de um lado pra outro do continente. Nada demais até aí, não fosse um pequeno detalhe. Os canais esportivos canadenses ficam o dia todo cobrindo o "evento". Um bando de marmanjo fica atrás de uma mesa em um estúdio discutindo as trocas em potencial até que interrompem a conversa pra um anúncio bombástico (ou pelo menos essa é a impressão) sobre uma troca que realmente aconteceu. E assim vai até o fim da transmissão - que dura das oito da manhã até umas quatro da tarde, com mesa-redonda e discussão sobre as trocas em um resumo à noite. Nada de jogo ao vivo. Só conversa e notícia sobre as trocas. Maluquice? Pode ser, mas se no Brasil tivesse algo parecido com esse dia (e com um volume de trocas semelhante), ia ter muita gente ligada no Sportv e ESPN Brasil o dia inteiro também.

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